Aborto como ponto de divergência da sociedade

 

Aborto, liberdade de escolha ou assassinato?

Aborto, liberdade de escolha ou assassinato?

A palavra aborto vem do latim abortu, e é um dos temas que mais tem gerado polêmica entre os governos as igrejas cristãs e diversos grupos humanistas no Brasil e no mundo.Consiste no ato de expulsar ou remover o feto do útero, resultando na morte do mesmo, mediante processo cirúrgico, técnicas médicas e outros.

As contravenções começam pelo principio da Declaração Universal dos Direitos humanos(10.12.48) que diz:  ”O fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo consiste no reconhecimento da dignidade de todos os seres pertencentes à família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis”, e ainda de acordo com a Constituição Federal: “Cada um tem direito à vida”, e com isso, surgem as divergências, pois muitos tem um posicionamento diferente a respeito de quando o feto passa a ser um “Indivíduo”.

 

Apesar de a igreja cristã ser a mais conhecida combatente do aborto, muitos sugerem que em alguns casos ele deve ser permitido. Um bom exemplo é o Bernhard Haering, considerado um dos mais moralistas católicos que diz admitir o aborto quando se trata de preservar o útero para futuras gestações ou se o dano moral e psicológico causado pelo estupro impossibilita aceitar a gravidez.

O bispo Edir Macedo, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus defende abertamente o aborto, como ficou claro em sua entrevista à Folha de São Paulo: “Sou favorável à descriminalização do aborto por muitas razões. Porém, aí vão algumas das mais importantes: _1) Muitas mulheres têm perdido a vida em clínicas de fundo de quintal. Se o aborto fosse legalizado, elas não correriam risco de morte (…)_2) O que é menos doloroso: aborto ou ter crianças vivendo como camundongos nos lixões de nossas cidades, sem infância, sem saúde, sem escola, sem alimentação e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor? E o que dizer das comissionadas pelos traficantes de drogas?” Essa é uma prova de que não são apenas as feministas que lutam em prol da liberação do aborto, que no país é uma prática ilegal.  ]

Outros são totalmente contra, mesmo que seja em casos de estupro, pobreza extrema e outras situações, como por exemplo Franklin Cunha em seu livro O aborto e a liberdade: “O aborto é uma manifestação desesperada das dificuldades da mulher para realizar uma opção livre e consciente na procriação e uma forma traumática de controle da natalidade. Mesmo numa consideração não religiosa, o aborto é um signo de uma rendição, nunca uma afirmação de liberdade”.  

Na verdade, o tema tem que ser discutido com maturidade, visto que em muitos casos as mães são vítimas de algum tipo de violência sexual, ou estão concebendo um  feto sem chance de sobrevivência, o que pode acarretar seqüelas para si mesma. Também não estamos preparados para liberar uma lei que aprove em todos os casos num país tão mal estruturado em saúde, educação e outros índices de desenvolvimento essenciais.

~ por eusouahalemgabriele em maio 7, 2009.

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